Ana Clara tinha cinco anos quando foi morta por um tiro de fuzil em Niterói, em fevereiro de 2021. Em 2024, já senador, Flávio Bolsonaro entrou na defesa do policial militar réu no caso e assinou um recurso para que ele não fosse a júri popular. O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido. Mais de cinco anos depois da morte, o júri ainda não aconteceu.
O que aconteceu com Ana Clara
Ana Clara brincava na porta de casa, em Niterói (RJ), com o irmão de dois anos, quando foi atingida. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o disparo veio de um policial militar que atirou na direção das casas. O vídeo mostra ainda que a perícia não encontrou nenhuma cápsula de pistola no local. As informações são do MP-RJ, via Metrópoles (19/10/2026).
O papel de Flávio Bolsonaro
A ficha mostrada no vídeo resume a participação do senador, com base na Agência Pública e no Metrópoles (19/10/2026):
- desde 2024;
- cargo: senador (PL-RJ);
- papel: advogado de defesa do PM réu.
O recurso foi apresentado ao Superior Tribunal de Justiça em 2024 e assinado por "Flávio Bolsonaro, advogado". O pedido era que o caso não fosse a júri popular, segundo o Metrópoles e o Brasil de Fato. O STJ negou. Em 2026, de acordo com a Agência Pública, o júri ainda não tinha acontecido.
Me diga com quem tu andas
O vídeo parte de um ditado que todo pai e toda mãe já repetiram: "Me diga com quem tu andas e eu te direi quem tu és."
Todo mundo tem direito à defesa. Mas a pergunta que o Contraponto faz é outra: você gostaria que seu filho andasse com quem lutou para que esse caso nem chegasse a júri? São essas as causas que você quer ver o presidente do Brasil defendendo?
Olhe além do candidato. Veja as pautas que ele defende. A eleição é neste domingo, dia 25, e o nosso voto tem que ser consciente.