A direita brasileira tem feitos para mostrar: o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, os genéricos, o Bom Prato. O que todos têm em comum, segundo o vídeo, com texto de @ojorgevinicio, é que aconteceram antes de o bolsonarismo sequestrar a direita. Dos quatro anos de Bolsonaro no poder, o que foi dele mesmo é salário mínimo sem ganho real e fome. Por isso o recado: você não precisa deixar de ser de direita para votar contra Flávio Bolsonaro.
Fernando Henrique: Plano Real e os programas sociais
Em 1994 veio o Plano Real. A inflação, que foi de 2.477% em 1993, caiu para 22% em 1995, segundo o IPCA/IBGE. O salário parou de derreter no supermercado.

Fernando Henrique também criou três programas para quem mais precisava: Bolsa Escola (abril de 2001), Bolsa Alimentação (setembro de 2001) e Auxílio-Gás (janeiro de 2002). Em 2003, os três viraram o Bolsa Família. A fonte na tela é a reportagem do Poder360 "Bolsa Família completa 20 anos".
E tem mais: a Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000 (Lei Complementar 101/2000). Governante não pode gastar o que não tem.
Serra e Alckmin
José Serra, como ministro da Saúde, fez a Lei dos Genéricos (Lei 9.787/1999): remédio pelo menos 35% mais barato. E tirou a propaganda de cigarro da TV (Lei 10.167/2000).
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, fez crescer o Bom Prato, com almoço a R$ 1. O programa foi criado em dezembro de 2000, na gestão Covas-Alckmin.
E em quatro anos de bolsonarismo?
O vídeo separa o que Bolsonaro diz que fez do que foi dele de fato.
O Pix era projeto do Banco Central, começado em 2018, antes da posse, e lançado em 2020. A fonte é o grupo de trabalho de pagamentos instantâneos do Banco Central, de maio de 2018.
O auxílio de R$ 600: a equipe de Bolsonaro queria R$ 200. Foi o Congresso que subiu, segundo a Câmara dos Deputados, em 26/03/2020.

O que foi dele: três anos de salário mínimo sem ganho real, de 2020 a 2022, e 33 milhões de pessoas passando fome em 2022. As fontes são a Rede Penssan, 2022, e o Diário do Nordeste.
E Flávio Bolsonaro?
O herdeiro tem zero leis de autoria própria em sete anos de Senado e zero menções a salário mínimo no plano de governo, de 76 páginas, registrado no TSE.

A promessa que ele repete na campanha, segundo a IstoÉ de 02/03/2026: "Em janeiro de 2027, ele irá pessoalmente subir aquela rampa do Planalto". "Ele" é o pai, condenado a 27 anos pelo STF.
Você não precisa deixar de ser de direita. Vote, sim. Mas contra Flávio Bolsonaro.