Dos 22 deputados que votaram contra o fim da escala 6x1 na Câmara, 21 disputaram a eleição deste ano. Dezesseis se elegeram e um ficou como suplente. Três deles vão para o Senado no ano que vem. E, na quarta-feira, 14/10, é a vez de o Senado votar a proposta.
O placar na Câmara
A votação foi em 27/05/2026, no primeiro turno. A proposta passou por 472 votos a favor e 22 contra, segundo a Câmara dos Deputados e o Nexo.

Na tela aparecem os nomes de 21 dos 22 que votaram contra: Zanatta, Kataguiri, Marcon, R. Moro, Pezenti, G. Marques, Redecker, Reinehr, Zé Trovão, Guidi, D. Freitas, Bibo Nunes, A. Ventura, De Toni, Van Hattem, Nicoletti, Turra, Schiochet, Pinato, Marinho Jr e Chiodini. Um desistiu de concorrer.
Dos 21 que foram para as urnas, 16 se elegeram: Zanatta, Kataguiri, Marcon, R. Moro, Pezenti, G. Marques, Redecker, Reinehr, Zé Trovão, Guidi, D. Freitas, Bibo Nunes, A. Ventura, De Toni, Van Hattem e Nicoletti. Turra ficou como suplente.

Votaram contra e tiveram muitos votos
Alguns tiveram votações expressivas, segundo o Nexo (12/10/2026) com dados do TSE:
- Júlia Zanatta (PL-SC) foi reeleita e foi a deputada mais votada de Santa Catarina, com 560.223 votos.
- Kim Kataguiri (Missão-SP) foi reeleito com 520.071 votos, mais de meio milhão em São Paulo.
- Maurício Marcon (PL-RS) foi reeleito com 379.834 votos no Rio Grande do Sul.

E três vão para o Senado no ano que vem, todos eles votos contra o fim da 6x1 na Câmara:
- Carol de Toni (PL-SC), com 33,5% dos votos ao Senado;
- Marcel van Hattem (Novo-RS), com 30,1%;
- Nicoletti (PL-RR), com 22,7%.

O que o Senado vota
A proposta é a PEC 221/2019. Ela reduz a jornada de 44 para 40 horas por semana, com dois dias de descanso e sem cortar salário, segundo o G1 (13/10/2026).
Por ser uma emenda à Constituição, precisa de três quintos do Senado: 49 dos 81 senadores.
A população está do lado da mudança. Quase 7 em cada 10 brasileiros querem o fim da 6x1: 69% são a favor, segundo pesquisa Quaest de julho de 2026, via Nexo.
O argumento de quem é contra
Quem é contra diz que a mudança aumenta os custos das empresas e pede mais tempo de debate. A oposição quer adiar a votação, marcada para 14/10, para depois da eleição, que tem o segundo turno em 25/10.
No dia 14/10, cada senador vai mostrar de que lado está. Vale acompanhar como vota o senador do seu estado.
Manda este vídeo para quem trabalha na escala 6x1.