Como vencer o 2º turno: guia para ganhar votos e tirar votos do Flávio

Duas tarefas para o 2º turno: levar às urnas idosos de 70+ e beneficiários de programas sociais, e conversar com quem votou na 3ª via, sem agressividade.

Para vencer o 2º turno e impedir que Flávio Bolsonaro ganhe, o vídeo propõe duas tarefas: levar às urnas quem gosta do Lula, mas pode ficar em casa, e tirar votos do Flávio conversando com quem votou na terceira via. É um guia prático, com base nas últimas pesquisas. Segundo a legenda, o conteúdo se baseia num guia de @rafadoming.

1. Ganhar votos para o Lula: nenhum voto em casa

O desafio é a abstenção: gente que gosta do Lula, mas está desanimada, acha que o voto não faz diferença ou tem dificuldade de chegar à urna. Dois públicos merecem atenção especial.

O primeiro são as pessoas com 70 anos ou mais. O Brasil tem mais de 17 milhões de eleitores nessa faixa, para quem o voto é facultativo. Em 2022, mais da metade deles não compareceu.

Mais de 17 milhões de eleitores com 70 anos ou mais, com voto facultativo; em 2022, mais da metade não compareceu. Cada ponto equivale a 100 mil eleitores
Mais de 17 milhões de eleitores com 70 anos ou mais, com voto facultativo; em 2022, mais da metade não compareceu. Cada ponto equivale a 100 mil eleitores

Comece pela sua rede: pais, avós, tios, vizinhos, conhecidos. Pergunte se pretendem votar, escute os motivos e ajude com as dificuldades práticas.

O voto 70+ pode decidir a eleição: são mais de 8 milhões de pessoas nessa faixa que não votaram em 2022, numa eleição decidida por 2 milhões de votos. Quatro vezes a diferença. Se elas se mobilizarem, diz o vídeo, o Lula ganha.

Mais de 8 milhões de eleitores com 70 anos ou mais não votaram em 2022, quatro vezes os 2 milhões de votos que decidiram aquela eleição
Mais de 8 milhões de eleitores com 70 anos ou mais não votaram em 2022, quatro vezes os 2 milhões de votos que decidiram aquela eleição

Outros argumentos: Bolsonaro desmontou o Farmácia Popular e Lula resgatou; Lula voltou a reajustar o salário mínimo acima da inflação, bom para as aposentadorias. E a pandemia sob Bolsonaro: vacinas atrasadas, tratamentos ineficazes. Os idosos, diz o vídeo, foram as principais vítimas.

Se a pessoa quiser votar no Lula, ajude no prático: local de votação, documento, deslocamento, companhia.

Beneficiários de programas sociais

Para quem tem dificuldades econômicas no dia a dia, a eleição compete com outras preocupações e necessidades. De novo, comece por quem você conhece.

A vida dessas pessoas é muito difícil: reconheça isso e não diga que está tudo bem. Fale dos benefícios que elas têm e de como são importantes. Muita gente diz que beneficiários votam errado; o vídeo pede reconhecer que elas entendem da própria vida.

Pergunte: o Flávio entende a vida delas? Vai mesmo defender esses programas? E lembre que o Lula defende e expande esses programas, dos quais essas famílias já se beneficiaram.

2. Tirar votos do Flávio: perguntas, não acusações

Quem votou na terceira via não gosta do Lula nem do Flávio, e dificilmente vai passar a gostar do Lula. Não tente convertê-lo. O objetivo é que o Flávio deixe de parecer uma alternativa aceitável: quanto mais a pessoa olha para ele, pior ele fica. Fale do Flávio, não do Lula.

Ele foge de militante que lacra, aterroriza ou idolatra político. Reconheça que a terceira via é legítima e que a polarização faz mal. Depois, apresente fatos sobre o Flávio, faça perguntas e deixe a pessoa chegar sozinha à conclusão.

Segundo pesquisas, os três ataques que melhor funcionam são:

  • Ele nunca entregou nada. São quase 30 anos como deputado e senador. Você sabe dizer uma coisa relevante que ele fez pelo país? Mérito próprio ou filho do pai? Se não fez até hoje, vai fazer agora?
  • Vai entregar o Brasil para o Trump. O Trump taxou produtos brasileiros, ameaçou o Pix e disse que quer nossos recursos naturais. Você já viu o Flávio defender o Brasil do Trump? Dá para contar com ele?
  • Ele não é confiável. O Flávio disse que não conhecia o Vorcaro, mas depois vazou um áudio em que ele chama o banqueiro de "irmãozão" e pede dinheiro. Dá para acreditar no que ele fala? Com quem mais ele anda?

A regra é trocar a acusação pela pergunta. Em vez de "ele é mentiroso", pergunte se dá para confiar no que ele fala. Em vez de "ele é miliciano", pergunte se já viu com quem ele anda. Em vez de "incompetente", se lembra de algo que ele fez. Em vez de "capacho do Trump", se já o viu defender o Brasil dos ataques do Trump.

Para achar essas pessoas, o vídeo sugere postar nos stories ou no status: "Votou em outro candidato no 1º turno e ainda não decidiu? Quero conversar com você."

Faltavam 21 dias para o segundo turno, lembra o vídeo. "Agora é eu, você e Nossa Senhora."

Transcrição do vídeo

Como vencer o 2º turno? Se você quer que o Flávio Bolsonaro não ganhe, faça as duas coisas a seguir. Este é um guia prático para ganharmos as eleições, com base nas últimas pesquisas. 1.

Como ganhar votos para o Lula? Um dos desafios desta eleição é a abstenção. Há pessoas que gostam do Lula e poderiam participar do 2º turno, mas estão desanimadas, não acreditam que seu voto faça diferença ou enfrentam dificuldades práticas para chegar às urnas. A gente não pode deixar nenhum voto em casa.

Dois públicos merecem atenção especial. O primeiro, pessoas com 70 anos ou mais. O Brasil tem mais de 17 milhões de eleitores com 70 anos ou mais para quem o voto é facultativo. Em 2022, mais da metade desse eleitorado não compareceu às urnas.

Comece pela sua rede. Pais, avós, tios, vizinhos ou conhecidos. Pergunte se pretendem votar. Escute os motivos, caso estejam pensando em não ir.

E ajude a resolver eventuais dificuldades práticas para chegar às urnas. Alguns assuntos podem aparecer nessa conversa. Diga para elas que o voto de quem tem mais de 70 pode decidir essas eleições. São mais de 8 milhões de pessoas nessa faixa que não votaram em 2022 numa eleição decidida por 2 milhões de votos.

Se elas se mobilizarem, podem garantir que o Lula ganhe. Diga que o Bolsonaro desmontou o Farmácia Popular, que foi resgatado pelo Lula. Além disso, o Lula voltou a reajustar o salário mínimo acima da inflação, impactando positivamente nas aposentadorias. Relembre como foi o governo Bolsonaro, especialmente a fase da pandemia.

Lembre do atraso das vacinas e do incentivo a tratamentos ineficazes. E relembre que os idosos foram as principais vítimas do descaso do Bolsonaro com a Covid. Se essa pessoa quiser votar no Lula, ajude no que for prático. Consultar o local de votação, separar o documento, planejar o deslocamento, acompanhá-la ou encontrar companhia para ela ir votar.

O segundo público, beneficiários de programas sociais. Para quem enfrenta dificuldades econômicas no dia a dia, a eleição pode competir com uma série de outras preocupações e necessidades. Comece também pelas pessoas que você conhece. Alguns assuntos podem aparecer nessa conversa.

A vida dessas pessoas é muito difícil. Então reconheça isso e não tente falar para elas que está tudo bem. Converse com elas sobre os benefícios a que elas têm acesso e como eles são importantes para a vida delas. Muitas pessoas dizem que as beneficiárias votam errado.

Reconheça que elas entendem da vida delas e sabem o que é melhor para elas. Pergunte se elas acreditam que o Flávio Bolsonaro entende a situação de vida delas e se de fato vai defender esses programas. Lembre quanto o Lula defende e expande esses programas e como essas pessoas e suas famílias já se beneficiaram disso. Quem votou na terceira via não gosta do Lula nem do Flávio.

E dificilmente vai passar a gostar do Lula. Não gaste energia tentando convertê-lo. O objetivo é que o Flávio deixe de parecer uma alternativa aceitável. Quanto mais essa pessoa olha para o Flávio, pior ele fica.

Então fale do Flávio, não do Lula. Essa pessoa não gosta de política e foge de militante, de quem lacra, aterroriza ou idolatra político. Reconheça que a terceira via é legítima e que a polarização faz mal ao país. Depois, apresente fatos sobre o Flávio e faça perguntas.

Deixe que ela chegue sozinha à conclusão. Segundo pesquisas, os três ataques que melhor funcionam contra o Flávio são os seguintes. Primeiro, ele nunca entregou nada. Puxe conversa falando assim.

O Flávio tem quase 30 anos de atuação como deputado e senador. Você sabe dizer uma coisa relevante que ele fez pelo país? Ele chegou até aqui por mérito próprio ou por ser filho do pai? Se não fez nada até hoje, vai fazer agora?

Segundo, ele vai entregar o Brasil para o Trump. Puxe conversa falando assim. O Trump taxou produtos brasileiros, ameaçou o Pix e disse que quer nossos recursos naturais. Você já viu o Flávio defender o Brasil do Trump?

Dá pra contar com ele pra defender os nossos interesses? Terceiro, ele não é confiável. Puxe conversa falando assim. O Flávio disse que não conhecia o Vorcaro.

Mas depois vazou um áudio em que ele chama o banqueiro de irmãozão e pede dinheiro. Dá pra acreditar no que ele fala? Você já reparou com quem mais ele anda? Lembre-se.

Em vez de fazer acusações agressivas ou tentar impor seu ponto de vista, levante perguntas. Em vez de falar, ele é mentiroso? Pergunte. Dá pra confiar no que ele fala?

Em vez de falar, ele é miliciano? Pergunte. Você já viu com quem ele anda? Em vez de falar, ele é incompetente?

Pergunte. Você lembra de alguma coisa que ele fez? Em vez de falar, ele é capacho do Trump? Pergunte.

Você já viu ele defender o Brasil dos ataques do Trump? Para achar essas pessoas, poste nos stories ou no status, votou em outro candidato no primeiro turno e ainda não decidiu? Quero conversar com você. Faltam 21 dias para o segundo turno.

Agora é eu, você e Nossa Senhora. Tchau.

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