Bolsonaro não matou 700 mil pessoas na pandemia. Mas dá para dizer que ele tem umas 400 mil mortes nas costas. A conta não é do Contraponto: é dos epidemiologistas, que comparam o Brasil com a média mundial.
Uma mea-culpa sobre os 700 mil
Tem muita gente de esquerda dizendo que "o Bolsonaro matou 700 mil pessoas na pandemia". Isso não é verdade. Havia um vírus matando gente no mundo inteiro. Morreu muita gente em todo lugar, não só aqui.
A pergunta certa é outra: quantas dessas mortes eram evitáveis?
A comparação com a média mundial
Se o Brasil estivesse na média mundial, teriam morrido 300 mil pessoas, e não 700 mil. A diferença é de pelo menos 400 mil mortes a mais.
O vídeo cita o epidemiologista Pedro Hallal: "Se nós estivéssemos na média, como um aluno que tira nota média na prova, nós teríamos poupado 400 mil vidas no Brasil".
Pelo menos 400 mil mortes a mais na pandemia: cada boneco representa 10 mil pessoas, e os vermelhos são as mortes acima da média mundial
Enquanto a pandemia rolava, diz o vídeo, Bolsonaro andava de jet ski, ria das pessoas que morriam sufocadas e negava a compra de vacina.
O e-mail da Pfizer que ficou sem resposta
Há um dado ainda mais específico. A Pfizer estava oferecendo vacina ao Brasil, e Bolsonaro nem sequer respondeu aos e-mails da empresa.
Só por essa demora, morreram de 95 a 140 mil pessoas. A fonte mostrada na tela é a Senado Notícias: "o epidemiologista Pedro Hallal (UFPel) estimou que a demora na aquisição de imunizantes resultou em entre 95.500 e 145.000 mortes que poderiam ter sido prevenidas".
Entre essas pessoas, talvez, esteja o ator Paulo Gustavo. Ele morreu quando o mundo inteiro já tinha vacina. O Brasil não tinha porque Bolsonaro não quis.
O recado para o voto
Se você acha que 400 mil vidas são poucas, e que o Brasil está pronto para perder mais de 400 mil pessoas se vier outra pandemia, o vídeo tem uma sugestão irônica: vote 22, o número de Flávio Bolsonaro, "em homenagem" a essas 400 mil mortes que estão nas costas do pai dele.
A ironia deixa o recado claro. Quem lembra dessas mortes não vota no 22.
Transcrição do vídeo
Pessoal, só fazer uma mea-culpa importante aqui. Tem muita gente de esquerda falando que o Bolsonaro matou 700 mil pessoas na pandemia. Isso não é verdade. Tinha um vírus que estava matando gente no mundo inteiro.
Morreu gente no mundo inteiro. Morreu muita gente no mundo inteiro. Então o Bolsonaro não matou 700 mil pessoas. Mas dá pra dizer que ele matou umas 400 mil pessoas, sim.
Não sou eu que estou dizendo. São os epidemiologistas que dizem que, se você comparar o Brasil com a média mundial, tem pelo menos 400 mil mortes a mais do que a média mundial. Se o Brasil estivesse na média, teriam morrido 300 mil pessoas. E não 700 mil pessoas.
Ou seja, dá pra dizer que tem 400 mil mortes nas costas desse filho da puta que enquanto estava rolando uma pandemia, ele estava andando de jet ski. Ele estava rindo das pessoas que morriam sufocadas. E ele estava negando a compra de vacina. Porque ele não sequer respondeu os e-mails da Pfizer.
Isso aí tem um dado também interessante que é, só pra ele não ter respondido os e-mails da Pfizer, só pra não ter respondido a Pfizer que estava oferecendo vacina pra gente, morreram mais de 100 mil pessoas. De 95 a 140 mil pessoas, esse é o número exato. Pessoas que morreram só por ele não ter sequer respondido o e-mail da Pfizer que estava oferecendo vacina pra gente. Morreram mais de 100 mil pessoas, inclusive, talvez o ator Paulo Gustavo.
O Paulo Gustavo morreu depois que o mundo inteiro já tinha vacina. E a gente não quis, o Bolsonaro não quis. Não, ele estava mais preocupado andando de jet ski. Então, assim, se você acha que esse número é pouco, 400 mil pessoas são poucas vidas.
Se você acha mesmo que o Brasil está pronto pra perder mais de 400 mil pessoas se vier uma pandemia aí, então vota, crava a porra do 22 em homenagem a essas 400 mil mortes que estão nas costas do pai desse filho da puta que é o Flávio. Então, vai lá, crava a porra do 22. Faz sua homenagem.