Votar contra Lula? Fila do INSS, fogo e dívida eram de Bolsonaro

Fila de 1,3 milhão no INSS, sarampo em alta, 106º em corrupção. O vídeo atribui tudo a Lula e revela: são números do governo Bolsonaro.

O vídeo começa como uma peça contra Lula: fila no INSS, comida sumindo da mesa, floresta pegando fogo, sarampo de volta, dívida e corrupção. Até virar o jogo: nenhum desses números é do governo Lula. São todos do governo Bolsonaro, e de 2019, antes da pandemia. A conclusão é que votar no Lula não significa gostar do Lula, e sim não deixar essa incompetência voltar.

"Votar contra o Lula significa..."

A abertura repete o discurso de quem diz que votar contra o Lula não significa gostar de Flávio ou de Bolsonaro. Em seguida, uma lista do que significaria votar contra Lula, sempre com dados citados da Folha de S.Paulo.

Não querer um idoso meses na fila: 1,3 milhão de pessoas com análise atrasada de pedidos de benefícios no INSS.

Não querer a comida sumindo da mesa: "o governo congelou o Bolsa Família mesmo nas regiões mais carentes", diz o trecho da Folha. Na tela, 1 a cada 3 cidades mais pobres sem Bolsa Família.

Não querer um idoso meses na fila: 1,3 milhão na fila do INSS. Não querer a comida sumindo da mesa: governo congelou o Bolsa Família, 1 a cada 3 cidades mais pobres. Fonte: Folha de S.Paulo
Não querer um idoso meses na fila: 1,3 milhão na fila do INSS. Não querer a comida sumindo da mesa: governo congelou o Bolsa Família, 1 a cada 3 cidades mais pobres. Fonte: Folha de S.Paulo

Não querer a floresta virando fumaça: o desmatamento na Amazônia cresceu 29,5% e a área queimada no país, 86%. "Disso, eles não falam", diz o vídeo.

Não querer morrer de doença já vencida: os casos de sarampo foram de 10.330 para 18.203, e foram 782 mortes por dengue.

Desmatamento na Amazônia +29,5% e área queimada +86%; casos de sarampo de 10.330 para 18.203 e 782 mortes por dengue. Fonte: Folha de S.Paulo
Desmatamento na Amazônia +29,5% e área queimada +86%; casos de sarampo de 10.330 para 18.203 e 782 mortes por dengue. Fonte: Folha de S.Paulo

Economia, dívida e corrupção

A lista continua com a economia, também segundo a Folha de S.Paulo:

  • um país que sangra dinheiro: rombo externo de US$ 50,8 bilhões, contra US$ 41,5 bilhões antes;
  • um Brasil que vende menos: exportações caíram de US$ 239 bilhões para US$ 225 bilhões;
  • famílias afogadas em dívida: 44,87% da renda comprometida com dívidas;
  • um Brasil que cai no ranking: 106º lugar em corrupção, entre 180 países.
Rombo externo de US$ 50,8 bi (antes 41,5), exportações de US$ 225 bi (antes 239), 44,87% da renda em dívidas e 106º lugar em corrupção entre 180 países. Fonte: Folha de S.Paulo
Rombo externo de US$ 50,8 bi (antes 41,5), exportações de US$ 225 bi (antes 239), 44,87% da renda em dívidas e 106º lugar em corrupção entre 180 países. Fonte: Folha de S.Paulo

"Não existe nenhuma racionalidade em continuar seguindo um caminho que leva ao precipício. Né?"

O detalhe: os números são de Bolsonaro

"Só tem um detalhe." Nenhum desses números é do governo Lula. São todos do governo Bolsonaro.

E não vale culpar a pandemia, diz o vídeo: todos os dados são de 2019, antes da chegada do vírus, em março de 2020. A tela mostra a reportagem da CartaCapital "Levantamento mostra piora na educação, saúde e social no 1º ano de Bolsonaro", sobre a análise da Folha de S.Paulo de 104 indicadores do primeiro ano de mandato. "Esse governo já era assim antes de qualquer vírus."

São todos do governo Bolsonaro, de 2019: 1,3 milhão na fila do INSS, 1 a cada 3 cidades sem Bolsa Família, +29,5% de desmatamento, 44,87% da renda em dívidas, +86% de área queimada, 782 mortes por dengue, 18.203 casos de sarampo, US$ 50,8 bi de rombo externo, US$ 225 bi em exportações e 106º em corrupção
São todos do governo Bolsonaro, de 2019: 1,3 milhão na fila do INSS, 1 a cada 3 cidades sem Bolsa Família, +29,5% de desmatamento, 44,87% da renda em dívidas, +86% de área queimada, 782 mortes por dengue, 18.203 casos de sarampo, US$ 50,8 bi de rombo externo, US$ 225 bi em exportações e 106º em corrupção

Só trocaram o primeiro nome

Agora eles voltaram pedindo voto, só trocaram o primeiro nome: de Jair para Flávio Bolsonaro. O vídeo lembra que Flávio tem mais de 20 anos como deputado e senador e pergunta: você sabe dizer uma coisa relevante que ele fez pelo país? Chegou até aqui por mérito próprio ou por ser filho do pai?

Político é tudo igual? "Não é", responde o vídeo. Você não precisa gostar do Lula, nem concordar com tudo o que ele faz. Mas no segundo turno só há dois nomes na urna, e um deles é a volta de tudo isso.

Votar no Lula não significa gostar do Lula. Significa não deixar essa incompetência voltar.

Transcrição do vídeo

Votar contra o Lula não significa gostar de Flávio, nem de Bolsonaro. E esses são só alguns dos dados que eles não querem que você veja. Votar contra o Lula significa... Não querer um governo que deixa um idoso meses na fila, esperando uma aposentadoria que é dele por direito.

Não querer um governo que, mesmo dizendo tanto defender o Bolsa Família, deixa a comida sumir da mesa de quem mais precisa. Não querer um presidente que assiste a nossa floresta virar fumaça. Disso eles não falam. Não querer um governo que fala tanto de pandemia, mas deixa brasileiro morrer de doença que a gente já tinha vencido.

Não querer um país que sangra dinheiro pra fora. Não querer um Brasil que vende menos e encolhe diante do mundo. Não querer famílias afogadas em dívida. Não querer um Brasil que cai, mais uma vez, no ranking mundial da corrupção.

Não existe nenhuma racionalidade em continuar seguindo um caminho que leva ao precipício. Né? Só tem um detalhe. Nenhum desses números é do governo Lula.

São todos do governo Bolsonaro. Ah, mas teve a pandemia. Não. Todos esses dados são de 2019, antes da pandemia.

Esse governo já era assim antes de qualquer vírus. Foi isso que eles não te contaram. Agora eles voltaram, pedindo seu voto de novo. Só trocaram o primeiro nome.

Flávio. Mais de 20 anos como deputado e senador. Você sabe dizer uma coisa relevante que ele fez pelo país? Chegou até aqui por mérito próprio ou por ser filho do pai?

Aí você pensa, político é tudo igual. Não é. Você não precisa gostar do Lula. Não precisa concordar com tudo que ele faz.

Mas no segundo turno só tem dois nomes na urna. Um deles é a volta de tudo isso. Votar no Lula não significa gostar do Lula. Significa não deixar essa incompetência voltar.

Ver este vídeo no Instagram do Contraponto
← Todos os textos